O perigo da recuperação dos lucros
Postado por Augusto César Willer Marcadores: Economia, Inflação às 20:29 0 comentários
Receita Federal sobe 30% taxa sobre as chamadas bebidas quentes
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
BRASÍLIA - O governo federal aumentou em 30% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as bebidas alcoólicas consideradas “quentes” nacionais e importadas, no setor industrial. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pela Receita Federal do Brasil. Dentre as bebidas que terão os alíquotas acrescidas estão o vinho, uísque, runs, aguardentes, conhaques e batidas, mas não a cerveja. O aumento faz parte do decreto nº 6.501 publicado em 02 de julho e que entra em vigor em 1º de outubro.
Segundo o coordenador do Fisco, Helder Silva, desde 2003 que o setor não passava por reajuste. Ele disse que o objetivo da medida é acompanhar a evolução da inflação do setor, pois os preços ficaram congelados durante cinco anos, enquanto que a inflação do setor pode ter chegado até 30%. O decreto inicialmente começaria a vigorar em agosto, mas passou por algumas mudanças e agora vai passar vigorar apenas em outubro.
O governo não incluiu neste pacote o reajuste das alíquotas de cerveja, refrigerantes e água. Porém, Silva lembrou que o reajuste para tais bebidas estará na Medida Provisória 436, originária no Executivo que tramita no Congresso Nacional. Neste caso, serão alterados os cálculo da cobrança de IPI, PIS e Cofins. Silva não informou qual será o reajuste concedido as essas bebidas que pode entrar em vigor em janeiro do ano que vem.
O coordenador do Fisco calcula que as fabricantes de bebidas alcoólicas quentes farão um repasse de até 5% ao preço das bebidas ao consumidor final. A previsão é que quanto maior seja o preço da bebida maior será o reajuste ao consumidor. No entanto, Silva não quis estimar o impacto financeiro da medida sobre a arrecadação da Receita Federal.
O reajuste de 30% na alíquota do IPI varia conforme a classe das bebidas que representam as letras do alfabeto: de A a Z. Com o aumento do IPI, o piso das alíquotas fixas sobre o valor das bebidas alcoólicas subirá para R$ 0,14 a unidade nas fabricas, ante R$ 0,11. Se enquadram nesse valor as bebidas mais baratas, como vinho e cachaça de garrafa de 300 ml.
Já o teto da alíquota subirá para R$ 17,39, ante R$ 13,00, que é aplicado sobre o valor das bebidas mais sofisticadas, como o uísque importado e a vodka. No caso da cachaça, a alíquota subirá de R$ 0,34 para R$ 0,39 a unidade.
O especialista do Fisco afirmou que as alíquotas do IPI incidentes sobre os valores das bebidas alcoólicas quentes equivalem a cerca de 60% do preço do produto, por não ser considerado um produto prioritário da população. No caso do vinho, o percentual é de até 10%, que equivale ao percentual mínimo. O impacto menor sobre o vinho, disse Silva, decorre das características socioeconômicas do setor, cuja produção das vinícolas é feita por cooperativas, em sua maioria.
A partir de 1º de setembro todos os fabricantes de bebidas alcoólicas quentes terão de se enquadrar ao novo reajuste. Terão que informar à Receita Federal, pela internet, as características de suas bebidas fabricadas, para que o Fisco já comece a arrecadar o aumento no mês seguinte. Até então, todas as informações eram encaminhadas à sede da Receita Federal em Brasília, que centralizava os dados nacionais. Agora a operação será feita nos órgãos regionais, para facilitar o trabalho do Fisco.
– E mais fácil que o enquadramento fique no domicílio do próprio contribuinte – declarou.
O superintendente do Sindicato da Indústria de Bebidas (Sindibebidas) de Minas Gerais, Cristiano Lamego, afirmou que o aumento do imposto será repassado ao consumidor. Ele disse que as empresas não terão como reduzir a margem de lucro para arcar com esse aumento de “custo de produção”.
Lamego reclamou, ainda, da classificação das bebidas nas diferentes faixas de alíquotas. Ele citou também o exemplo da cachaça. Segundo o superintendente do sindicato, o IPI cobrado sobre a cachaça artesanal, produzida em alambique, será de R$ 2,23 por litro. E o imposto sobre a cachaça produzida industrialmente será de R$ 0,38.
Postado por Augusto César Willer Marcadores: Impacto econômico, Impostos, Política Econômica às 21:16 0 comentários
Crise deixa exercício de previsões mais difícil
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Na visão do professor, depois que as grandes perdas relativas aos subprimes começaram a vir à tona, os investidores passaram a se dar conta de que muitas das estratégias tradicionais que eram usadas talvez não são mais aplicáveis nesse momento. "Por exemplo, será que é hora de comprar ações de bancos porque elas já caíram tanto que se tornam uma oportunidade?", observa Timmermann. Ele lembra que, em muitos casos, os próprios bancos não sabem qual o tamanho exato dos prejuízos que sofrerão por conta da exposição a hipotecas, derivativos e outros tipos de ativo. "Acho que estamos todos aprendendo a lidar com essas incertezas em tempo real e isso vai levar um tempo", diz o especialista da Universidade da Califórnia. Por isso, afirma Timmermann, não será surpresa se o mercado continuar por um bom período sem tendência definida, entre altas e baixas, ou seja, mais volátil. Ele também não acredita que já tenham ficado para trás as últimas perdas causadas pelas hipotecas de alto risco. "Por um tempo considerável ainda vamos ter de lidar com incertezas que vão tornar mais difícil dizer se o mercado vai se mover para cima ou para baixo", analisa Timmermann. "Os efeitos sobre a economia devem se prolongar por 2009 ou até mesmo 2010", prevê o professor.
O mercado de ações dos Estados Unidos vai continuar sofrendo e contagiando os outros do mundo todo, acrescenta Timmermann. Porém, ele acredita que as perspectivas para a economia e para as empresas brasileiras são positivas e que, no fim das contas, apesar do contágio inevitável dos mercados, os fundamentos vão prevalecer. "Mas se deve esperar volatilidade também no Brasil, especialmente nas indústrias que são altamente dependentes dos mercados desenvolvidos", prevê. Por outro lado, o fato de ser um exportador de commodities coloca o Brasil numa posição mais confortável. Timmermann está ficando cada vez mais familiarizado com a economia e as empresas locais e não é apenas porque se casou com uma brasileira. "As companhias brasileiras estão mostrando que sua relevância na economia global está mudando; para os americanos, foi um choque ver a InBev comprar a empresa que faz a Budweiser, a Anheuser Busch", contou ele, rindo. "A empresa conseguiu obter recursos num momento difícil da economia global para essa aquisição."
Mas não é só. O professor diz que a Vale e a Embraer estão cada vez mais nas manchetes das publicações mais importantes de economia dos Estados Unidos e lembrou que a Petrobras também esteve em evidência por conta das descobertas da camada do pré-sal. "Outras empresas que começam a despertar atenção são as agrícolas ligadas ao etanol; há um interesse muito grande pelo assunto", diz. No evento, ele apresentou um trabalho que discute se é possível prever a distribuição de retornos no mercado de ações. "O que eu verifiquei é que é muito difícil prever os retornos médios dos mercados, mas há chances melhores de prever alguns detalhes que estão ligados a esses retornos", diz ele, acrescentando que esse resultado pode ser interessante para estratégias envolvendo opções de compra e de venda. O estudo mostrou ainda que é mais fácil prever altas do que baixas de mercados.
Postado por Augusto César Willer Marcadores: Bear Market, Bolsa de Valores, Crise Financeira às 22:33 0 comentários
Investidor deve ter cautela e evitar riscos excessivos
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Angelo Pavini,
A principal orientação para o aplicador é ter cautela. Quem já está com uma parcela grande dos recursos em bolsa deve evitar aumentá-la, apesar da tentação que as quedas de alguns papéis possa trazer. E reforçar a posição em DI. Já quem tem poucas ações, pode começar a olhar as oportunidades que surgiram, mas esperando retorno apenas no longo prazo, talvez para o fim do ano que vem. No dólar, a visão é de que o juro real no Brasil é tão alto que há pouca chance de a moeda americana disparar no médio prazo.
Marco Navarro, diretor de Investimentos do Unibanco Private Bank, está otimista com o mercado brasileiro, mas prevê três meses de muita turbulência à frente. Por isso, recomenda aproveitar a queda para comprar ações, mas apenas para os clientes muito arrojados. "Olhando o longo prazo, papéis como Petrobras e Vale já se tornam atrativas, depois de caírem 35% desde o pico deste ano", diz Navarro.
Já para Ricardo Braga, gerente-geral da Votorantim Corretora, o melhor agora é esperar o mercado americano parar de cair antes de aumentar a exposição em bolsa. "Hoje estamos recomendando não aumentar posições ou procurar papéis bons pagadores de dividendos de primeira linha", diz ele, citando o setor elétrico como exemplo. A percepção é de que o mundo vai crescer menos e isso deve reduzir os preços das commodities, afetando os papéis de primeira linha brasileiros. Com isso, não será surpresa se o Ibovespa recuar para 53 mil pontos no curto prazo. Mas, no médio prazo, a corretora segue otimista com a bolsa, considerando que os países emergentes vão continuar crescendo e consumindo mais commodities.
O mercado está se movendo hoje de olho no valor do dólar no exterior, que influencia os preços das commodities e do petróleo, e nos resultados das empresas americanas, diz Álvaro Bandeira, economista da corretora Ágora. Para Bandeira, há um aumento da aversão global ao risco e o investidor troca ações de emergentes por títulos americanos. E isso afasta os preços das ações de seus fundamentos. Ele acha que o pior já passou, mas a bolsa pode ficar nesses níveis até o último trimestre, quando podem surgir sinais de melhora do quadro econômico mundial. Bandeira considera que algumas boas empresas caíram muito, e quem tem sangue-frio e quer comprar boas empresas pode ter uma chance agora, de adquiri-las progressivamente. "Temos papéis como siderúrgicas, Petrobras, Vale e bancos, que sofreram muito", diz.
Mas se o investidor que está em bolsa está incomodado demais com as perdas recentes, o melhor é vender e aceitar o prejuízo, afirma Luiz Eduardo Santini Mello, diretor do Private Bank do Banco Fator. "É hora de o cliente ver se suas aplicações estão coerentes com seu perfil de risco", diz. Segundo ele, o cenário geral do mercado mudou e o Brasil, que vinha se beneficiando dos preços das commodities, agora sofre com a queda. "E quem estava apostando no curto prazo e foi pego pela queda, o melhor é realizar", diz ele, observando, porém, que se a aplicação for de longo prazo, faz sentido manter.
Mello acha que não é hora de entrar em bolsa, apesar de ver papéis com preços convidativos. "Não dá para saber se isso que estamos vivendo vai parar agora ou é início de processo de baixa maior", afirma o executivo.
Postado por Augusto César Willer Marcadores: Bear Market, Bolsa de Valores, Crise Financeira às 11:06 0 comentários
Julho frustra aposta em retomada de ofertas na Bovespa
terça-feira, 22 de julho de 2008
Graziella Valenti e Ana Paula Ragazzi, de São Paulo
22/07/2008
| Está mais difícil do que se imaginava. O apetite do investidor para ações em julho não apresentou a melhora esperada frente ao primeiro semestre do ano. Um prenúncio ruim para o restante de 2008. A única oferta no mês foi a megacaptação da |
| Em julho do ano passado, houve 19 emissões de ações na Bovespa, sendo 16 aberturas de capital. Juntas, essas operações somaram R$ 16 bilhões - ainda assim, volume menor do que o obtido pela Vale do Rio Doce sozinha. Neste ano, nem a correria para antecipar ofertas por conta das férias do Hemisfério Norte - que reduzem a demanda pelos papéis devido à diminuição do ritmo dos negócios - garantiu um aquecimento das captações. Em 2007, foi justamente esse fator, somado à sombra da crise financeira dos Estados Unidos, que estimulou as ofertas. |
| O deságio sofrido pelas ações da Vale ampliou ainda mais as incertezas quanto às chances de sucesso das empresas que ainda querem fazer oferta. Especialmente, das novatas. A mineradora pretendia em captar até US$ 15 bilhões, mas consegui US$ 11,5 bilhões. |
| Para as companhias já abertas que querem lançar mais papéis, é possível que haja algum espaço. "O apetite por ações está menor no mundo todo. Mas boas histórias ainda podem conseguir algum êxito", disse Aristides Jannini, diretor do |
| Até mesmo a potencial abertura de capital da |
| Ana Carolina de Salles Freire, sócia da |
| Atualmente, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) existem cinco ofertas em análise, segundo Felipe Claret, superintendente de registro da autarquia. |
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| A falta de apetite do investidor e o cenário de incertezas já levaram 34 empresas a desistir de ofertar ações na praça paulista neste ano. Quatro outras empresas adiaram a análise da operação na CVM. |
| A Marítima Seguros, que tentou lançar suas ações no ano passado, não chegou a voltar à CVM para buscar um novo registro. Fernandes, diretor de relações com investidores contratado há quatro meses, contou que a empresa deve negociar um aporte de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões com um fundo de participação - ou "private equity"-, que poderia ficar com até um terço do negócio. Caso não feche a transação, a empresa partirá para emissão de dívida no mercado internacional. |
| Segundo o executivo, a Marítima não desistiu de ir à Bovespa. Porém, não vê vantagem de enfrentar o elevado desconto exigido pelos investidores neste momento. Pensando em retomar a operação, a empresa havia até redesenhado a captação. No lugar de emitir apenas ordinárias no Novo Mercado, optaria pelo Nível 2 para poder listar também preferenciais e, com isso, elevar o volume da captação sem colocar em risco o controle do negócio. Operações de grande porte são imperativo colocado pelos estrangeiros - nada abaixo de US$ 500 milhões interessa. |
Postado por Augusto César Willer Marcadores: Bear Market, Bolsa de Valores, Crise Financeira, IPO às 08:55 0 comentários
Sobe ou cai neste pregão? Antes de apostar, atenção às pistas dadas pelo mercado
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Postado por Augusto César Willer Marcadores: Bolsa de Valores, Indicadores, Tendência às 09:04 0 comentários
A mente do mercado
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Postado por Augusto César Willer Marcadores: Acadêmico, Análise técnica, Artigo, Risco às 13:55 0 comentários
